A Expointer, que acontece de 29 de agosto a 6 de setembro, contará com a presença de produtores associados ao Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva). Assim, os visitantes poderão comprar azeites nacionais, fazer degustações guiadas e assistir a apresentações de produtos e de novas safras.
A comercialização começa já no primeiro dia de evento, com a abertura da Casa Ibraoliva e do espaço de vendas coletivas no Pavilhão Internacional. Os locais reunirão azeites de cerca de 30 diferentes produtores, que oferecerão aproximadamente 60 rótulos.
A programação incluirá lançamentos de produtos, apresentação de novas safras, projetos, tecnologias e outras iniciativas dos associados. As atividades serão realizadas em diferentes momentos ao longo da feira e também contarão com coquetéis ligados às apresentações.
O presidente do Ibraoliva, Flávio Obino Filho, destaca que as vendas coletivas foram organizadas para que o consumidor conheça o maior número possível de marcas. Além disso, o preço dos azeites será unificado no espaço da Expointer para que o consumidor faça as suas escolhas com base na degustação que estará à disposição na feira.
“Leva para casa uma caixa de três ou seis garrafas diferentes, consome com calma, e depois contata o produtor para novas compras”, destaca. Os azeites oferecidos são novos, da safra de 2026, o que garante o seu frescor, além da qualidade do azeite brasileiro reconhecida internacionalmente.
Degustações guiadas
No sábado (5), serão realizadas duas degustações guiadas com Chania Chagas, às 10h e às 15h. As sessões apresentarão diferentes cultivares, perfis sensoriais e atributos dos azeites brasileiros, permitindo que os participantes conheçam características utilizadas na identificação e avaliação dos produtos.
A programação também terá, na terça-feira (1), a entrega dos certificados do Selo Premium Origem e Qualidade RS. A distinção é uma parceria do Ibraoliva com a Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Sict) e considera a origem das azeitonas, características físico-químicas e a qualidade sensorial dos azeites.
Entre os critérios, os produtos precisam apresentar acidez máxima de 0,3%, abaixo do limite de 0,8% estabelecido pelo Ministério da Agricultura para a classificação como extravirgem.
A safra de 2026 foi a maior já registrada, com 1,434 milhão de litros de azeite, alta de 496,75% sobre 2025 e volume 123,98% superior ao recorde anterior, de 640.228 litros, alcançado em 2023.
O Rio Grande do Sul respondeu por 1,17 milhão de litros da produção nacional e também estabeleceu um novo recorde. O resultado ficou 101,64% acima da melhor marca anterior do estado, também de 2023.