Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quinta-feira (1º), com o Brent voltando ao patamar de US$ 100 por barril. O movimento ocorreu em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, ao avanço das preocupações globais com os estoques de diesel e a novos sinais de restrição na oferta de derivados.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para novembro subiu 2,71% (US$ 2,45) e encerrou o dia a US$ 92,87 por barril. Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o Brent para dezembro avançou 4,37% (US$ 4,28), a US$ 102,31 por barril.
As cotações aceleraram a alta ao longo da tarde após informação do Wall Street Journal de que o Pentágono está enviando um terceiro grupo de ataque de porta-aviões e navios adicionais do Corpo de Fuzileiros Navais para o Oriente Médio. O envio acrescentaria de 9 mil a 10 mil tropas à região, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera retomar ataques ao Irã após as eleições de meio de mandato.
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No mercado de derivados, as atenções também se voltaram para os estoques de diesel. Com as conversas de paz ainda distantes no curto prazo, os Estados Unidos têm pressionado a União Europeia a liberar reservas do combustível para conter preços antes das eleições norte-americanas. Segundo a Reuters, o pedido envolve 120 milhões de barris de diesel nos próximos seis meses. O Politico citou a possibilidade de liberação de mais de um terço das reservas do bloco em 180 dias.
Em paralelo, refinarias chinesas suspenderam exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau até nova orientação de Pequim. A medida foi adotada para preservar o abastecimento doméstico durante um feriado semanal.
Também houve revisão de projeções por grandes bancos. Levantamento do Wall Street Journal com estimativas de Goldman Sachs, J.P. Morgan e Morgan Stanley indica Brent médio de US$ 90,22 por barril no quarto trimestre e WTI médio de US$ 85,47.
O pregão desta quinta-feira foi marcado pela combinação de risco geopolítico, atenção ao mercado de diesel e sinais de aperto na oferta de derivados, fatores que sustentaram a recuperação das cotações internacionais do petróleo.
Fonte: Estadão Conteúdo