O deputado estadual Aveilton Souza (PSD-Pará) publicou um vídeo em suas redes sociais em que acusa agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) de disparos de arma de fogo contra uma criança e um idoso em Novo Progresso, município do sudoeste paraense, nesta segunda-feira (29). Em nota, o órgão nega o ocorrido.
O parlamentar ressaltou que entrou com uma representação no Ministério Público Federal (MPF), solicitando a identificação e responsabilização dos funcionários do Instituto. De acordo com reportagens de veículos locais, testemunhas afirmaram que as vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Municipal de Novo Progresso e que os agentes deixaram a região em um helicóptero logo após a ocorrência.
O caso teria acontecido durante operação contra o garimpo ilegal dentro da Floresta Nacional Jamanxim. As fiscalizações no local têm como objetivo desarticular a atividade minerária clandestina, combater o desmatamento e interromper a cadeia logística utilizada para abastecer os pontos de extração ilícitos.
Em nota, o ICMBio informa que está apurando os acontecimentos e que a apuração preliminar mostra que durante a ação, nas proximidades da área fiscalizada, a equipe abordou um caminhão-prancha que transportava uma máquina do tipo “PC”. O condutor, a serviço do garimpo ilegal, não atendeu à ordem de parada.
“Na ocasião, policiais militares efetuaram disparo de advertência e estilhaços atingiram de raspão a perna de uma pessoa do caminhão. Socorrida prontamente, essa pessoa foi levada por helicóptero e depois transportada de ambulância até o hospital mais próximo. Ele está em situação estável e não corre risco”, diz o órgão.
Por fim, o Instituto afirma que a criança levada por garimpeiros não foi ferida durante a ação e sim atendida por uma crise asmática. “Quaisquer boatos no sentido de que a criança foi ferida por tiro são mentirosos e configuram como notícias falsas, tem o objetivo de perturbar a ordem pública e serão investigados e devidamente encaminhados para investigação por parte da Justiça”, finaliza o órgão.