O Ministério da Saúde finalizou na última sexta-feira (7) a etapa da Região Sudoeste do Hackathon SUS – Desafio Tecnológico para o Sistema Único de Saúde (SUS). Iniciado no dia 6 de agosto, na cidade de São Paulo, o evento reuniu startups que apresentaram propostas voltadas ao desenvolvimento de tecnologias e soluções inovadoras capazes de enfrentar o câncer e de serem aplicadas na saúde pública.
O encontro foi marcado por atividades de mentorias, visitas técnicas, palestras e treinamento. Ao final da maratona, três empresas que apresentaram projetos inovadores foram selecionadas para a fase final da iniciativa, que ocorrerá nos dias 3 e 4 de dezembro.
As classificadas foram: a Diasci Diagnóstico Científico e Soluções Tecnológicas Avançadas LTDA, com o projeto Dionco, que apresenta um biossensor eletroquímico para diagnóstico precoce de câncer; a GONexter Healthtech, com a solução OBnext, uma inteligência molecular aplicada para atender às demandas do centro cirúrgico; e a HB Biotech, com o Hidrogel, agente injetável utilizado no tratamento do câncer de próstata com a finalidade de aumentar a distância entre o reto e a próstata.
De acordo com o diretor do Departamento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, do Ministério da Saúde, Igor Bueno, “o Hackathon SUS foi estruturado para aproximar as startups dos desafios da saúde pública e incentivar o desenvolvimento de soluções voltadas ao enfrentamento do câncer”.
O diretor destacou ainda que, além de promover a inovação tecnológica, a estratégia fortalece a rede de colaboração da saúde. “A iniciativa também promove a integração entre pesquisadores, hospitais universitários, empreendedores e instituições que atuam no ecossistema de inovação”, afirmou.
A seleção foi realizada pela comissão avaliadora composta por representantes de reconhecida atuação no setor, como o diretor executivo do Instituto de Radiologia (InRad) e da InovaHC, núcleo de inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Marco Bego; o diretor executivo do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), vinculado ao Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Arthur Sapia; e o diretor de Inovação da Câmara Brasileira de Diagnóstico Laboratorial (CBDL), Guilherme Ambar.
O evento contou ainda com a participação do coordenador da Unidade de Economia Criativa e Startups do Sebrae-SP, Marcus Leite, para reforçar a integração entre gestão pública, inovação e empreendedorismo. O evento teve ainda a presença de representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Esse foi o segundo encontro coordenado pelo Ministério da Saúde. O primeiro ocorreu nos dias 15 e 16 de julho, em Brasília, com foco nas startups do Centro-Oeste e Norte. O Hackathon SUS é coordenado pelo Ministério da Saúde e conta com uma rede de parceiros, incluindo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), HU Brasil e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).
Próximas etapas
Ao final de cada etapa regional serão selecionadas até três startups, totalizando até 15 classificadas para a fase nacional, prevista para início de dezembro. O hackathon na Região Nordeste está previsto para 10 e 11 de setembro, em Recife (PE). Já Região Sul fará a seletiva nos dias 06 e 07 de outubro, em Curitiba (PR).
Ministério da Saúde