SAÚDE

Ministério da Saúde investe R$ 3,6 milhões para reforçar rede de armazenamento de sangue em São Paulo

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve nesta sexta-feira (6) no Hemocentro da Unicamp, em São Paulo, para a entrega de novos freezers, que reforçarão a capacidade de armazenamento e conservação de componentes do sangue. Os equipamentos ampliam a capacidade de processamento do plasma, utilizado na produção de medicamentos essenciais para o tratamento de pessoas com hemofilia, imunodeficiências, queimaduras graves e outras condições de saúde. A entrega integra uma ação mais ampla do Governo do Brasil, por meio do Novo PAC, para modernizar a hemorrede pública.

Ao todo, foram entregues seis equipamentos de tecnologia de ponta ao Hemocentro da Unicamp, com investimento de R$ 3,6 milhões. Entre eles estão blast freezers, utilizados para o congelamento ultra-rápido do plasma, e freezers de diferentes capacidades para garantir o armazenamento seguro. A aquisição fortalece a cadeia de frio da hemorrede e garante a conservação do plasma não utilizado em transfusões.

“Essa entrega é muito importante porque o plasma será enviado para a Hemobrás, em Pernambuco, onde será usado na produção de medicamentos para o tratamento de pessoas com doenças do sangue. Com isso, o Brasil passa a ter uma produção 100% nacional, garantindo mais autonomia e soberania ao país nessa área”, destacou Padilha.

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Foto: João Risi/MS

Cenário nacional

Para todo o país, estão previstos 604 aparelhos para 125 serviços de hemoterapia em 22 unidades da Federação, com investimento de R$ 116 milhões. Desse total, 562 já foram entregues e outros 42 estão em fase de contratação. A iniciativa contribuiu para a autossuficiência nacional na oferta de matéria-prima destinada à produção de medicamentos essenciais.

No Brasil, o sangue doado é processado e separado em diferentes componentes, entre eles o plasma, que precisa ser submetido a congelamento rápido e conservado em temperaturas inferiores a -30°C para manter sua qualidade. O plasma pode ser utilizado diretamente em transfusões, destinadas a pacientes com hemorragias graves e distúrbios de coagulação, ou encaminhado à Hemobrás para a produção de medicamentos hemoderivados.

Cerca de 13% do plasma coletado no país é utilizado em transfusões. Os 87% restantes podem ser aproveitados como matéria-prima para a fabricação de medicamentos essenciais ao SUS, desde que armazenados em condições adequadas. Além do plasma, o processamento do sangue total também permite a obtenção de outros componentes terapêuticos, como concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas e crioprecipitado.

Importância da doação 

A doação de sangue é essencial para cirurgias, transplantes, atendimentos de urgência e emergência, tratamento de pessoas com câncer, complicações obstétricas e diversas outras condições de saúde. Como o sangue não pode ser produzido artificialmente, a doação regular é fundamental para manter os estoques abastecidos e garantir atendimento a quem precisa. 

O Ministério da Saúde reforça a importância da doação voluntária e contínua para assegurar o acesso oportuno ao sangue e aos hemocomponentes em todo o país. Em 2025, o SUS registrou 3.264.138 coletas de sangue, acima das 3.230.813 realizadas em 2024 e das 3.193.345 de 2023, demonstrando crescimento contínuo das doações na rede pública. 

Eduarda paixão e Bruna Queiroz
Ministério da Saúde

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