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Ministério da Saúde assina contrato de gestão do Hospital Inteligente e da Rede de UTIs conectadas

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O Ministério da Saúde assinou nesta terça-feira (20) o contrato de gestão com o Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente do Brasil (ITMI) para apoiar a implantação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão do SUS. A iniciativa contempla a criação do Hospital Inteligente e a gestão e ampliação da rede de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) conectadas, com monitoramento remoto e protocolos assistenciais padronizados. O início das operações do hospital está previsto para o segundo trimestre de 2029.

O projeto busca reduzir o tempo médio de internação de emergência de 17 para quatro horas, em até quatro anos de operação do hospital. A estratégia combina conectividade, integração de dados e inteligência artificial para apoiar as equipes de saúde na identificação precoce de riscos, na organização dos leitos e na tomada de decisões clínicas. A tecnologia será utilizada como suporte aos profissionais, que permanecem responsáveis pelas decisões assistenciais.

“O que tem de mais moderno, o que tem de mais avançado, com evidência científica consolidada, tem que estar no Sistema Único de Saúde. E é importante fazer com que a incorporação tecnológica da inteligência artificial, da ultra conexão dos equipamentos, da melhor gestão dos dados, seja liderada pelo SUS. De forma compartilhada com o setor privado, com a saúde complementar, com a indústria, mas liderada pelo SUS. Porque isso faz uma grande diferença, traz no centro desse esforço, desse desenvolvimento, o acesso e a equidade”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

Rede de UTIs conectadas

A Rede de UTIs Inteligentes começa com 60 leitos já conectados em seis hospitais distribuídos pelas cinco regiões do país. Essa rede será ampliada para 280 leitos em 14 hospitais, com o objetivo de validar tecnologias, padronizar protocolos clínicos e produzir evidências para a expansão do modelo no SUS.

Por meio da Tele-UTI, especialistas em terapia intensiva poderão acompanhar pacientes à distância, em tempo real, e apoiar as equipes locais. Sistemas de monitoramento contínuo e inteligência artificial também auxiliarão na identificação precoce de sinais de agravamento clínico, com atenção a condições como sepse e insuficiência respiratória. A expectativa é que 85% das UTIs elegíveis atinjam as metas de melhoria estabelecidas, além de uma redução de pelo menos 10% nos eventos adversos relacionados à assistência.

A integração com as centrais de regulação permitirá compartilhar informações sobre ocupação, gravidade dos pacientes e previsão de alta, facilitando a identificação de vagas disponíveis e a organização das transferências. O projeto também prevê suporte clínico remoto ininterrupto, 24 horas por dia, sete dias por semana.

Hospital Inteligente com 800 leitos e 25 salas cirúrgicas

O Hospital Inteligente, ou Instituto Tecnológico de Emergência (ITE), que será construído em São Paulo, terá cerca de 800 leitos, sendo 250 de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria. Especializado em medicina de emergência, terapia intensiva e neurologia, o complexo terá 25 salas cirúrgicas, com capacidade para realizar cerca de 27 mil cirurgias por ano, e poderá receber até 190 mil internações anuais.

A estrutura terá leitos híbridos, que poderão ser adaptados de enfermaria para UTI conforme a necessidade. Ambulâncias conectadas por tecnologia 5G permitirão transmitir informações clínicas durante o transporte, antecipando a preparação das equipes hospitalares e o início do atendimento.

Um Centro de Comando deverá monitorar os leitos em tempo real, identificar riscos de superlotação e organizar transferências. O projeto prevê ainda a integração do prontuário do paciente desde o atendimento pré-hospitalar até a alta, com conexão à Rede Nacional de Dados em Saúde e possibilidade de teleacompanhamento após a saída do hospital.

“Precisamos olhar para um paciente grave entendendo que estamos criando, com inteligência, com inovação, um ecossistema que integre esse paciente, desde o momento no qual ele tem seu déficit, até a chegada em um hospital de alta complexidade. É possível minimizar as perdas, antecipar eventos, evitar sequelas e incapacidades, e alocar recursos da melhor maneira”, afirmou a médica cardiologista Ludhmilla Hajjar, presidente do ITMI.

A iniciativa tem financiamento previsto por meio de operação de crédito de US$ 320 milhões junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). A execução do contrato de gestão será acompanhada por 78 indicadores, com pagamento vinculado ao cumprimento de metas e possibilidade desconto em caso de entregas não realizadas.

Proadi-SUS

O Ministério da Saúde também assinou nesta terça-feira (20) os Termos de Ajuste do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) para o triênio 2027-2029, para a continuidade da parceria com sete hospitais de excelência: Sírio-Libanês, Beneficência Portuguesa de São Paulo, Einstein Hospital Israelita, Hcor, Moinhos de Vento, Alemão Oswaldo Cruz e A.C.Camargo Cancer Center.

Entre 2027 e 2029, a estimativa é de R$ 3,95 bilhões em imunidade tributária das instituições participantes, um crescimento de 18,6% em relação ao ciclo anterior. O foco são iniciativas estruturantes e integradas para ampliar o acesso à atenção especializada, enfrentar filas, qualificar a assistência, fortalecer a pesquisa e aprimorar a gestão dos serviços públicos de saúde.

Desde sua criação, em 2009, o programa aprovou 955 projetos, com investimentos superiores a R$ 11,5 bilhões, beneficiando diretamente mais de 11 milhões de pessoas em mais de 5,5 mil municípios e contribuindo para a capacitação de mais de 750 mil profissionais de saúde.

Ministério da Saúde

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