POLÍTICA

Vereador Dr. Miguel Júnior é preso em Cuiabá por desobediência e resistência a policiais militares

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O vereador de Várzea Grande, Miguel Angel Claros Paz Júnior, conhecido como Dr. Miguel Júnior, voltou a ser alvo de polêmica neste domingo (27), após um incidente envolvendo policiais militares em Cuiabá. Ele já havia ganhado atenção pública anteriormente por empurrar jornalistas na Câmara Municipal.

O novo episódio aconteceu em um posto de combustível na capital, onde, segundo a versão dos policiais, o vereador, que era passageiro em um carro de aplicativo, teria feito um gesto obsceno para uma equipe da PM. Em resposta, os militares realizaram a abordagem, ordenando a parada do veículo com sinais luminosos e sonoros.

Resistência durante a abordagem

De acordo com o Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), ao ser abordado, Miguel Júnior se recusou a obedecer às ordens policiais, proferiu xingamentos, não colocou as mãos na cabeça conforme solicitado e resistiu fisicamente à detenção. Para contê-lo, os policiais afirmam ter utilizado spray de pimenta e técnicas de imobilização.

Durante o episódio, o vereador teria tentado intimidar a equipe policial, mencionando que faria contato com o Secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, coronel PM Roveri, numa possível tentativa de coação.

Versões divergentes

  • Motorista do Uber: Confirmou o gesto ofensivo feito pelo vereador e relatou que a abordagem dos policiais foi “normal e sem exageros”.

  • Primo do vereador: Disse não ter visto o gesto, mas confirmou a resistência do vereador. Alegou, porém, que houve excesso na ação policial.

  • Vereador Miguel Júnior: Negou ter feito o gesto obsceno e afirmou que não percebeu a presença da polícia inicialmente. Disse ainda que foi vítima de abuso na abordagem, relatando o uso de spray de pimenta de forma injustificada.

Decisão policial

O delegado Gilson Silveira do Carmo, responsável pelo caso, entendeu que não havia provas suficientes para a acusação de desacato (gesto ofensivo). No entanto, considerou evidente a desobediência e a resistência violenta do vereador, determinando a lavratura do TCO pelos crimes previstos nos artigos 330 (desobediência) e 329 (resistência) do Código Penal.

Após ser ouvido na Central de Flagrantes, Miguel Júnior foi liberado e deverá comparecer ao Juizado Especial Criminal de Cuiabá para responder pelas acusações.

Em nota oficial disponibilizada atráves de assessoria o vereador explica os fatos

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Em respeito à população de Várzea Grande e a todos que acompanham meu trabalho, esclareço que não estive envolvido em briga em boate, como foi divulgado. Apenas pedi a um segurança que chamasse um carro de aplicativo, pois meu celular estava com problemas.

Durante o trajeto, houve uma discussão verbal entre amigos no carro. Ao avistar viaturas, pedi ao motorista que encostasse. Desci do veículo de forma pacífica e fui abordado pela Polícia Militar. Apesar da tensão do momento, jamais desrespeitei ou ameacei os policiais.

O motorista do aplicativo, testemunha do fato, compareceu espontaneamente à delegacia e confirmou que não houve qualquer gesto ou atitude agressiva contra os policiais. Além disso, no Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), o delegado reconheceu que não houve desacato e que não ficou comprovado o dolo, ou seja, a intenção de desrespeitar os servidores públicos.

Reafirmo meu profundo respeito à Polícia Militar e a todos os servidores públicos.
Lamento o ocorrido e peço desculpas à população de Várzea Grande e de Mato Grosso por qualquer transtorno causado. Reitero meu compromisso com o respeito às instituições e com a responsabilidade que o cargo que ocupo exige.

Dr. Miguel Júnior
Vereador – Cidadania

O caso seguirá agora os trâmites legais, onde todas as versões e provas serão analisadas judicialmente.





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