Eleito para o Senado por Mato Grosso neste domingo (4), o ex-governador Mauro Mendes (União) comentou a derrota de integrantes da família Campos nas urnas e afirmou que resultados eleitorais fazem parte do processo político.
Questionado sobre a derrota de Júlio Campos (União) na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa e se o resultado poderia representar o fim da chamada “Era Campos”, Mauro evitou cravar o encerramento da trajetória política da família.
“Eu não posso dizer isso, né? Existe aí uma perda, Júlio. Perdeu a eleição”, afirmou.
Na sequência, o senador eleito lembrou que derrotas eleitorais não necessariamente significam o fim de uma carreira política. Segundo ele, há casos de pessoas que perderam uma eleição e posteriormente voltaram a vencer.
Apesar da ponderação, Mauro afirmou que ciclos fazem parte da vida e que nenhum grupo político permanece indefinidamente no poder.
“Na vida tudo tem um começo, meio e fim. Inclusive a própria vida”, declarou.
Derrota de famílias tradicionais
O resultado das urnas deste domingo também atingiu outros grupos tradicionais da política mato-grossense. Além de Júlio Campos, Janaina Riva (MDB) não conseguiu uma das duas vagas ao Senado.
Carlos Fávaro (PSD) também ficou fora da composição do Senado, enquanto Jéssica Riva (MDB) não foi eleita para a Assembleia Legislativa e Rafaela Fávaro (PSD) não conquistou uma cadeira no Legislativo estadual. Emanuelzinho (PSD), por sua vez, não conseguiu renovar o mandato de deputado federal.
Ao comentar o desempenho dessas famílias, Mauro afirmou que cabe ao eleitor definir, por meio do voto, quem permanece ou deixa os espaços de poder.
“O povo é sábio. O povo sabe tomar decisão”, disse.
A declaração ocorre após uma eleição marcada por mudanças na composição das principais bancadas de Mato Grosso e pela derrota de nomes que há anos ocupam posições de destaque na política estadual.