A busca pelo menor custo por arroba produzida na terminação de bovinos vai além do ajuste fino dos ingredientes no software de formulação. O zootecnista Maurício Scoton afirma que falhas na rotina operacional do confinamento são as verdadeiras vilãs da rentabilidade, provocando perdas invisíveis que elevam a conta do pecuarista.
Segundo o especialista, existem “três dietas” na fazenda: a formulada no computador pelo nutricionista, a efetivamente misturada pelo operador no vagão e a entregue no cocho para o lote.
Dados do levantamento Confina Brasil, realizado pela Scot Consultoria, mostram um forte descompasso de gestão: enquanto nove em cada dez confinamentos contratam consultoria nutricional, apenas um em cada dez investe em consultoria operacional e financeira.
Erros operacionais impactam a rentabilidade
Na prática, ajusta-se a porcentagem de milho em frações decimais na receita teórica, mas erros de balança e falta de rigor no carregamento resultam em porcentagens oscilantes no cocho dia após dia. Quando a curva de consumo oscila, com sobra excessiva ou cocho esgotado (subalimentação), a conversão alimentar despenca, e o custo fixo diário por cabeça dispara.
Para estancar o desperdício de insumos e garantir a previsibilidade do ganho de peso diário (GMD), Scoton recomenda focar no controle de quatro indicadores fundamentais na rotina da fábrica e dos tratores. Ele destaca que a implantação do conceito de “confinamento enxuto”, focado em informação contínua, automação e capacitação da equipe, elimina o desalinhamento na curva de consumo.
Inovação no campo
Câmeras, sensores e análise de dados ajudam a estimar o peso dos bovinos, identificar mudanças de comportamento e orientar o manejo, segundo o especialista em inovação Kenneth Corrêa.
O engenheiro-agrônomo Marcius Gracco atende pecuaristas em Minas Gerais e explica as vantagens da braquiária híbrida Dunamis sobre a Decumbens antiga, detalhando o protocolo químico e mecânico para eliminar a braquiarinha.
O manejo de terminação no Boitel JBS da Fazenda Sonho Real garante lote de cento e dois machos dente de leite com média pesada de 360 kg no gancho. A história de dedicação familiar em Ouro Preto do Oeste ilustra a trajetória do pioneiro Sr. Seir Anacleto Pereira na produção de fêmeas de alta qualidade para o PIB.
Iniciativa reúne entidades, empresas e instituições de pesquisa para elevar de 23% para pelo menos 30% a proporção de fêmeas de corte e leite inseminadas no Brasil. Segundo a ANDA, o volume recuou para 22,98 milhões de toneladas; importações e produção nacional também registraram queda no período.
*Com informações de Giro do Boi