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Diesel S-10 lidera alta em 12 meses e chega a R$ 7,097 por litro em setembro

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O diesel S-10 foi o combustível com maior alta nos últimos 12 meses no país, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em setembro, o preço médio nacional do produto chegou a R$ 7,097 por litro, avanço de 2,2% na comparação com agosto. O diesel comum subiu 1,9% no mês, para R$ 6,877 por litro, e acumulou elevação de 12,7% em 12 meses.

No acumulado de 2026, os dois tipos de diesel também lideram os aumentos entre os combustíveis monitorados. O S-10 registra alta de 14,8% no ano, enquanto o diesel comum avança 12,3%.

Setembro marcou uma mudança em relação a agosto, mês em que predominaram quedas. Quatro dos seis combustíveis acompanhados ficaram mais caros: etanol hidratado, com alta de 2,4%; Gás Natural Veicular (GNV), com avanço de 2,2%; diesel S-10, com 2,2%; e diesel comum, com 1,9%. Já a gasolina comum recuou 0,2%, para R$ 6,638 por litro, e a gasolina aditivada caiu 0,1%, para R$ 6,780.

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Entre os derivados de petróleo, a gasolina segue em alta no acumulado do ano, apesar do alívio mensal. A gasolina comum acumula aumento de 5,7% em 2026 e de 5,8% em 12 meses. A aditivada registra alta de 5,5% nos dois recortes.

Segundo a Veloe, o comportamento dos preços esteve associado a um ambiente externo com petróleo acima de US$ 100 por barril em parte da segunda metade de setembro, além de diferenças entre referências internacionais e preços domésticos, sobretudo no diesel, e de alterações tributárias e mecanismos de subvenção no período.

O etanol hidratado voltou a subir em setembro, com preço médio de R$ 4,148 por litro. A alta foi observada em quatro das cinco regiões, liderada pelo Centro-Oeste, com 3,7%, e pelo Sudeste, com 3,0%. O Nordeste foi a única região a registrar recuo, de 1,4%.

Mesmo com a retomada de alta em setembro, o etanol segue como o único combustível monitorado com queda no acumulado de 2026, de 7,3%, e em 12 meses, de 4,1%. O levantamento também apontou maior comprometimento da renda com combustíveis no segundo trimestre de 2026, com o abastecimento de um tanque de 55 litros de gasolina comum consumindo 6,1% da renda média domiciliar, ante 5,5% no trimestre anterior.

Fonte: Estadão Conteúdo

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