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Conheça cinco animais invertebrados que ajudam a manter o equilíbrio do Pantanal

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Foto: reprodução/ redes sociais/ mariavelar04

Os invertebrados do Pantanal formam um grupo amplo e diverso, desempenhando papel fundamental no ecossistema da maior planície alagável do mundo. Eles são essenciais na decomposição da matéria orgânica, no retorno de nutrientes à cadeia alimentar e na polinização de espécies vegetais nativas.

Esse grupo está distribuído em diferentes categorias, com destaque para os artrópodes, que incluem caranguejos e camarões, como o camarão-fantasma, os aracnídeos, como aranhas, opiliões e escorpiões (entre eles o escorpião-vinagre), e os insetos, considerados o grupo mais numeroso do planeta.

Apesar de sua relevância, os estudos sobre insetos e outros invertebrados no Pantanal ainda são limitados, concentrando-se em áreas específicas e não refletindo toda a rica biodiversidade do bioma.

1. Mandaçaia-do-Pantanal (Melipona orbignyi)

Foto: Cleberson Brevian/ divulgação SOS Pantanal

Conhecida também por manduri-do-Pantanal, manduri, manduri do Mato Grosso e mandaçaia pantaneira, esta espécie de abelha nativa sem ferrão se distribui no bioma, além da Bolívia, Paraguai e Argentina.

O tórax apresenta pêlos castanho-avermelhados e o abdome com cinco faixas amarelas. Constrói a entrada da colmeia em barro, permitindo a entrada de apenas uma abelha por vez.

De acordo com o professor especialista em abelhas sem ferrão da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Dr. José Benedito Perrella Balestieri, a população desta abelha está em declínio devido à dificuldade de acesso aos alimentos, por conta da alteração dos habitats, recortados por plantações de monocultura e uso de inseticidas, ocorrendo mais ninhos em ambiente urbano.

2. Baratão de Corumbá (Lethocerus americanus)

Foto: reprodução/redes sociais

O baratão de Corumbá (Lethocerus americanus) é o maior percevejo aquático registrado no Pantanal, podendo chegar a 12 centímetros de comprimento. 

Apesar do nome popular, a espécie não é uma barata. Pertence à família Belastomatidae e ocorre também nos Estados Unidos, Canadá e Ásia. 

3. Camarão-fantasma do Pantanal (Macrobrachium pantanalense)

Foto: Bioparque Pantanal/ divulgação SOS Pantanal

É um camarão de água doce endêmico do bioma Pantanal, com apenas 6,5 centímetros de comprimento. O crustáceo tem o corpo transparente, levando o nome de fantasma.

Inicialmente, quando encontrado, houve uma dificuldade de classificação por este camarão ser muito parecido com o camarão-da-amazônia (Macrobrachium amazonicum). Após muitos estudos, especialistas concluíram ser uma espécie nova, devido às diferenças morfológicas, anatômicas, fisiológicas e comportamentais em relação ao do bioma amazônico.

4. Escorpião-vinagre (ordem Thelyphonida)

Foto: reprodução/ redes sociais/ mariavelar04

O escorpião-vinagre refere-se a toda uma ordem de aracnídeos, chamada Thelyphonida. Apesar da aparência intimidadora, não possui veneno. Quando ameaçado, libera ácido acético, o mesmo componente do vinagre, para afastar predadores, por isso, o nome popular.

Tem hábitos noturnos, ficando entocado em troncos e frestas, e é um importante controlador de pragas, alimentando-se de gafanhotos, baratas e outros insetos.

5. Caranguejo-vermelho (Dilocarcinus pagei)

Foto: Bernard-DUPONT-from-FRANCE-CC-BY-SA-2.0/ divulgação SOS Pantanal

O caranguejo-de-água-doce ou caranguejo-vermelho é nativo da América do Sul e muito encontrado no Pantanal. No bioma, é amplamente utilizado como isca-viva na prática de pesca esportiva.

A biologia, a reprodução e a dispersão da espécie têm uma relação íntima com o pulso de inundação que ocorre no Pantanal. Esta espécie é encontrada principalmente nos corpos d’água permanentes, como rios, corixos e lagoas, mas expandem sua área de ocorrência durante as cheias, ocupando também as áreas temporariamente alagadas.

Eles vão para estas áreas devido à disponibilidade de alimentos, como macrófitos aquáticos e matéria orgânica.

A época de cheia do bioma coincide com o período reprodutivo do caranguejo, sendo que as condições estão favoráveis nesta época, tais como temperatura, abrigo e disponibilidade de alimento para a eclosão dos ovos e larvas.

Fonte: SOS Pantanal.

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