
O Brasil formalizou nesta terça-feira (9) a abertura de 13 novos mercados para produtos agropecuários, segundo nota conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE). As habilitações foram concluídas após a definição de protocolos sanitários com os países compradores. No acumulado de 2026, o país soma 114 aberturas de mercado para itens do agronegócio.
De acordo com os ministérios, a Argentina abriu seu mercado para sêmen de pacu-caranha do Brasil, enquanto a Bolívia autorizou a entrada de couro bovino salgado. El Salvador passou a permitir a importação de material genético bovino brasileiro.
Na América Latina e no Caribe, Equador e República Dominicana liberaram o milho pipoca brasileiro. A Guiana aprovou sementes de coco, Honduras autorizou material genético bovino e mudas de cana-de-açúcar, a Nicarágua abriu mercado para sementes de pimenta habanero, o Paraguai para sementes de mamona e a Venezuela para sementes de maracujá.
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Na África, a Etiópia habilitou a importação de farinhas e gorduras de pescado, de ruminantes e de outros animais, além de hemoderivados para alimentação animal. A Nigéria autorizou ovos férteis.
Já a União Econômica Euroasiática, bloco formado por Rússia, Belarus, Casaquistão, Quirguistão e Armênia, aprovou a exportação de castanha de caju brasileira.
Segundo a nota oficial, as aberturas foram formalizadas após a conclusão dos requisitos sanitários entre o Brasil e os destinos envolvidos. Esse tipo de autorização é uma etapa necessária para viabilizar embarques regulares e ampliar o portfólio exportador por produto e por país.
Os ministérios não detalharam, na nota divulgada nesta terça-feira (9), estimativas de volume, faturamento ou prazo para início efetivo dos embarques em cada mercado.
Do ponto de vista técnico, a ampliação de destinos pode diversificar a inserção internacional de segmentos específicos do agro brasileiro. O efeito comercial sobre receita e fluxo de exportações, porém, dependerá da habilitação operacional de empresas, da demanda em cada país e da execução dos embarques, informações ainda não detalhadas pelas fontes oficiais.
Fonte: Estadão Conteúdo
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