AGRICULTURA

Brasil busca alternativas para o milho com avanço da produção chinesa

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A produção de milho no Brasil está passando por uma reavaliação estratégica devido ao aumento da produção interna na China, que já foi um dos principais compradores do grão brasileiro. Com a China reduzindo suas importações, os produtores brasileiros enfrentam a necessidade de encontrar novos mercados e alternativas para o milho.

Impacto da produção chinesa

A China, que atualmente planta 44 milhões de hectares de milho com uma produtividade média de 6.500 kg por hectare, está se tornando cada vez mais autossuficiente. Em 2023, o governo chinês autorizou o plantio de mais de 70 novas variedades de milho geneticamente modificado, o que pode aumentar a produção em 88 milhões de toneladas por ano.

Alternativas internas

Com a diminuição da demanda chinesa, o etanol de milho surge como uma alternativa promissora para os produtores brasileiros. O estado de Mato Grosso, em particular, está se destacando na produção de etanol, com duas novas plantas em operação e uma terceira prevista para o próximo ano.

  • Produção total de etanol no Brasil: 41 bilhões de litros
  • Produção de etanol a partir do milho: 11 bilhões de litros
  • Mato Grosso responde por 62% da produção de etanol de milho
  • Previsão de exportação de etanol: 1,5 bilhão de litros
  • Principais destinos de exportação: Coreia do Sul, Estados Unidos e Países Baixos

Perspectivas futuras

A expectativa é que novos mercados possam ampliar as oportunidades para o etanol de milho brasileiro. A Organização Internacional dos Transportes Marítimos já reconheceu o etanol de milho do Brasil como uma molécula eficiente na descarbonização do transporte marítimo, o que pode abrir novas frentes de exportação.

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