
As bolsas europeias operavam majoritariamente em queda na manhã desta quinta-feira (28), após novos ataques entre Estados Unidos e Irã ampliarem a aversão ao risco nos mercados e sustentarem a recuperação do petróleo. Por volta das 6h45, no horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,56%, aos 624,64 pontos. O Brent avançava quase 2% no início da manhã, depois de ter caído mais de 4,5% na sessão anterior.
O movimento ocorreu após autoridades dos Estados Unidos informarem que forças do Comando Central derrubaram quatro drones iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz e atingiram uma estação de controle em Bandar Abbas. Em resposta, o Irã atacou uma base americana no Kuwait, dando continuidade à escalada registrada no início da semana.
No mercado acionário, os principais índices da Europa registravam perdas às 6h57, no horário de Brasília. Londres caía 0,75%, Paris recuava 0,34% e Frankfurt perdia 0,20%. Madri e Lisboa tinham baixas de 0,41% e 0,21%, respectivamente. Milão era exceção, com alta de 0,20%.
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Entre os setores, empresas aéreas apareciam entre as mais pressionadas, refletindo a sensibilidade ao custo dos combustíveis. Air France-KLM caía 2,2% em Paris, enquanto Ryanair recuava 1,5% em Dublin. No sentido oposto, papéis do setor de defesa avançavam após relatos de ratificação, pelo Parlamento da Ucrânia, de um acordo de empréstimo de 90 bilhões de euros com a União Europeia. Em Frankfurt, Renk subia 6,8% e Rheinmetall avançava 4,4%.
Apesar do quadro geopolítico, o índice de sentimento econômico da zona do euro subiu para 93,5 pontos em maio, segundo a Comissão Europeia.
Para o público do agronegócio, o ponto central está no petróleo. Uma valorização prolongada da commodity pode pressionar diesel, frete e custos logísticos, além de influenciar cadeias dependentes de energia e transporte. O conteúdo disponível, porém, não traz estimativas específicas para combustíveis no Brasil nem efeitos mensurados sobre o setor agropecuário.
No curto prazo, a direção dos mercados segue condicionada à evolução do conflito no Oriente Médio e ao comportamento do petróleo. Sem novos dados sobre combustíveis, câmbio ou repasses de preços, ainda não há base técnica suficiente para dimensionar o efeito direto sobre os custos do agro brasileiro.
Fonte: Estadão Conteúdo
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