
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) participa da 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP17/UNCCD), em Ulaanbaatar, na Mongólia, com experiências brasileiras de financiamento à restauração de terras, adaptação climática, segurança hídrica e agricultura resiliente. A conferência vai até 28 de agosto, e o banco integra a delegação oficial brasileira.
Na programação, o BNDES apresenta iniciativas como Sertão Vivo, Recaatingar e Sanear Amazônia, além da experiência do Fundo Amazônia e de instrumentos financeiros voltados à combinação de recursos públicos, privados e internacionais para ampliar investimentos em restauração, convivência com a seca e desenvolvimento sustentável.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a participação na COP17 busca compartilhar soluções brasileiras e ampliar parcerias internacionais ligadas à recuperação de terras degradadas, ao acesso à água e à adaptação da produção a eventos climáticos extremos.
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O banco é representado por Julio Salarini, gerente do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, em quatro eventos. Os debates incluem mecanismos financeiros para adaptação climática, restauração ecológica, resiliência à seca e mobilização de capital público e privado para restauração de paisagens e sistemas agrícolas.
Entre as iniciativas apresentadas, o Sertão Vivo reúne R$ 1,025 bilhão em contratos e prevê beneficiar cerca de 250 mil famílias, o equivalente a aproximadamente 1 milhão de pessoas, na Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe. O projeto inclui a implantação de 20 mil sistemas de acesso à água e 84 mil hectares de sistemas produtivos resilientes, além de redução ou prevenção estimada de cerca de 11 milhões de toneladas de CO2 equivalente em 20 anos.
O Recaatingar, lançado pelo BNDES e pelo Banco do Nordeste (BNB), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), destina R$ 60 milhões à recuperação socioprodutiva de terras degradadas na Caatinga. Com a iniciativa, a atuação do BNDES com impacto direto na Caatinga e no Semiárido supera R$ 1,28 bilhão.
No Sanear Amazônia, financiado pelo Fundo Amazônia, a primeira fase beneficia 4.626 famílias no Acre, Amazonas, Amapá, Pará e Rondônia. A ampliação com o Sanear Indígena destinará mais R$ 150 milhões para atender 4.417 famílias indígenas, mais de 20,8 mil pessoas, em 351 aldeias de 63 Terras Indígenas no Acre, Amazonas e Pará.
Na COP17, o BNDES concentra sua agenda na apresentação de instrumentos de financiamento e de experiências brasileiras voltadas à restauração, à segurança hídrica, à adaptação climática e à agricultura sustentável em territórios vulneráveis à seca e à degradação da terra.
Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br
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