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Agronegócio pode ajudar a elevar o Brasil à 8ª economia mundial

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Segundo projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) nacional deverá alcançar R$ 14 trilhões no próximo ano, considerando o câmbio de referência de R$ 5 por dólar. O avanço colocaria o país à frente da Itália e da Rússia, com a produção agropecuária, as exportações e os investimentos no campo entre os fatores que podem contribuir para esse resultado.

Atualmente na décima posição, o Brasil deverá encerrar 2026 com PIB equivalente a R$ 13,28 trilhões. A projeção para 2027 representa a recuperação de duas posições no ranking internacional, resultado que dependerá tanto do crescimento da economia quanto do comportamento do câmbio, já que a classificação considera o PIB nominal convertido em dólares.

O peso do agronegócio ajuda a dimensionar sua importância nesse cenário. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor respondeu por 25,13% do PIB brasileiro em 2025, movimentando R$ 3,20 trilhões.

Essa participação considera toda a cadeia produtiva, desde os insumos utilizados nas propriedades até o processamento industrial, o transporte e a comercialização. Significa que o desempenho das lavouras e da pecuária influencia diretamente outras atividades econômicas, gerando demanda por máquinas, equipamentos, combustíveis, serviços e mão de obra.

Para 2026, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estima o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em R$ 1,44 trilhão. Desse total, R$ 921,7 bilhões correspondem às lavouras e R$ 517,9 bilhões à pecuária. A soja lidera, com R$ 352,7 bilhões, seguida pelo milho, com R$ 162 bilhões. Na produção animal, a carne bovina responde por R$ 253,4 bilhões.

Outro fator decisivo é a participação do setor nas exportações brasileiras. Em 2025, as vendas externas do agronegócio alcançaram aproximadamente R$ 845 bilhões, representando quase metade de tudo o que o Brasil exportou. A entrada desses recursos ajuda a equilibrar as contas externas e sustenta investimentos em diferentes regiões produtoras.

O Brasil ocupa posições de destaque no comércio internacional de soja, carnes, café, açúcar e celulose. A capacidade de ampliar essas vendas, conquistar mercados e agregar valor à produção será importante para fortalecer a economia nacional nos próximos anos.

Entretanto, produzir mais não significa necessariamente ganhar mais. A elevação dos custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis, frete e financiamento reduz as margens dos agricultores e pecuaristas. Além disso, as oscilações dos preços internacionais podem comprometer a receita mesmo em anos de safras recordes.

A infraestrutura também representa um desafio. A falta de capacidade de armazenagem, as deficiências das rodovias e as longas distâncias até os portos encarecem o escoamento da produção, especialmente no Centro-Oeste, região responsável por aproximadamente 30% do valor bruto da agropecuária brasileira.

Para ampliar sua contribuição ao crescimento nacional, o setor dependerá de investimentos em tecnologia, crédito, logística e industrialização. O processamento de produtos agrícolas dentro do país, por exemplo, permite gerar empregos, aumentar o valor das exportações e reduzir a dependência da venda de matérias-primas.

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