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Previsão para o IPCA de 2026 sobe a 5,22% no Focus do BC

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A mediana das previsões do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 subiu de 5,19% para 5,22% no relatório Focus do Banco Central. O número ficou 0,72 ponto porcentual acima da meta de 4,50% perseguida pela autoridade monetária. O levantamento foi divulgado em 3 de novembro de 2026.

Considerando apenas as 116 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana para o IPCA de 2026 avançou de 5,20% para 5,22%.

Para 2027, a estimativa intermediária do mercado subiu de 4,34% para 4,76%. Um mês antes, estava em 4,30%. No recorte das 116 projeções mais recentes, a mediana passou de 4,47% para 4,85%.

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As projeções de inflação também avançaram nos horizontes seguintes. Para 2028, a mediana do Focus passou de 3,75% para 4,00%. Há um mês, era de 3,80%. Para 2029, a estimativa subiu de 3,50% para 3,98%, ante 3,51% um mês antes.

Esse foi o primeiro relatório Focus com respostas consolidadas após a reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O Banco Central projeta alta de 5,2% para o IPCA em 2026 e de 3,9% em 2027, conforme o comunicado da reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom). O colegiado também projeta inflação acumulada de 3,2% em 12 meses no primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária.

Desde 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro da meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos.

Pela regra em vigor, se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.

Fonte: Estadão Conteúdo

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