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Presidente da Câmara alerta para aumento da dívida e cobra respostas da Prefeitura de Várzea Grande

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), elevou o tom contra a Prefeitura durante a sessão ordinária desta terça-feira (15) e fez um alerta sobre a situação financeira do município. O parlamentar afirmou que a dívida da cidade está crescendo e advertiu que a próxima administração poderá receber um cenário fiscal difícil.

A manifestação ocorreu durante um aparte à vereadora Gisa Barros, que tratava da falta de pagamentos e da paralisação de cirurgias bariátricas na rede municipal. Wanderley também criticou a demora do Executivo em responder aos requerimentos aprovados pela Câmara. Segundo ele, um decreto transferiu formalmente ao secretário de Governo a responsabilidade pelas respostas, mas os pedidos continuam sem retorno.

Diante disso, o presidente anunciou que a Procuradoria da Câmara irá notificar a prefeita Flávia Moretti (PL) para que os requerimentos pendentes sejam respondidos em até 48 horas. “Já conversei com o nosso procurador. Vamos notificar a prefeita, com prazo de 48 horas, para que responda todos os requerimentos que se encontram atrasados nesta Casa”, afirmou.

Na mesma fala, Wanderley fez uma avaliação negativa das contas municipais e projetou dificuldades para o próximo ciclo administrativo. “Fora do normal a dívida do município. E já aviso: a próxima gestão que entrar, daqui a dois anos, aguarde, porque o rombo é grande”, declarou. A fala foi apresentada pelo vereador como um alerta sobre o passivo do município, sem que a sessão tenha apresentado, naquele momento, um levantamento detalhado com o valor total da dívida.

O presidente também afirmou que a situação financeira estaria afetando fornecedores. Como exemplo, citou a empresa responsável pela reforma da Câmara, que, segundo ele, estaria há oito meses sem receber repasses da Prefeitura. Wanderley ressaltou que, de acordo com sua explicação, a obra não é custeada com recursos do caixa municipal.

Segundo o vereador, os R$ 3,2 milhões empregados na reforma de quase 4,7 mil metros quadrados do prédio são provenientes de R$ 12 milhões viabilizados junto ao Governo do Estado, R$ 1 milhão de emenda do senador Jayme Campos e R$ 854 mil devolvidos pelo próprio Legislativo. “O dinheiro foi devolvido por esta Casa, não é dinheiro da Prefeitura. O dinheiro é daqui, e a empresa não consegue receber”, afirmou.

Wanderley ainda comparou os custos da reforma da Câmara com a obra do telhado do Pronto-Socorro Municipal. Segundo ele, a intervenção na unidade de saúde já teria consumido R$ 12,7 milhões e ainda não estaria concluída. O vereador citou, inclusive, a interdição do banheiro da Sala Vermelha como exemplo dos problemas que, em sua avaliação, persistem na estrutura.

Ao encerrar a manifestação, o presidente voltou a defender que a Câmara tem adotado critérios de transparência na utilização de seus recursos e cobrou o mesmo padrão do Executivo. As declarações ampliam o embate entre Legislativo e Prefeitura de Várzea Grande em um momento em que a gestão municipal também enfrenta cobranças relacionadas ao abastecimento de água e à execução de serviços públicos.

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