
Uma coalizão de organizações ambientais lançou nesta semana o projeto Restaura Biomas, iniciativa voltada à ampliação da recuperação da vegetação nativa no Brasil. O anúncio foi feito durante a VI Conferência Brasileira de Restauração Ecológica (SOBRE 2026), em Brasília. A proposta busca contribuir para a meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares até 2030.
A liderança da iniciativa é da União pela Restauração, articulação criada em 2021 durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26). O projeto será executado pelo World Resources Institute (WRI) Brasil em parceria com Conservação Internacional (CI-Brasil), The Nature Conservancy (TNC) Brasil e WWF-Brasil.
A previsão é colocar 600 mil hectares de vegetação nativa em processo de restauração, promover práticas sustentáveis em 1,2 milhão de hectares, reduzir o equivalente a 34 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂e) e beneficiar diretamente 150 mil pessoas, com pelo menos 35% de participação de mulheres.
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O planejamento inclui fortalecimento de políticas públicas, ampliação de investimentos, estruturação de cadeias produtivas, aprimoramento da governança e conexão entre iniciativas já existentes nos territórios.
Segundo a líder de Restauração do WWF-Brasil, Taruhim Quadros, o projeto considera as diferenças entre os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa. De acordo com ela, cada território reúne características ecológicas, sociais e produtivas próprias, o que exige estratégias adaptadas para a restauração.
Taruhim afirmou que o WWF-Brasil ficará responsável pela frente de finanças para restauração, com desenvolvimento de modelos de negócios, mecanismos financeiros e estudos para apoiar decisões de investimento, além da aproximação entre governos, empresas, investidores, organizações da sociedade civil e comunidades.
Para o vice-presidente sênior da Conservação Internacional (CI-Brasil), Mauricio Bianco, a estratégia está organizada em três escalas: piloto, com projetos nos territórios e fortalecimento da cadeia produtiva da restauração; mercado, para ampliar fluxos financeiros e investimentos; e política pública, com apoio à implementação do Código Florestal e da Política Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Proveg).
O coordenador de Restauração Florestal da TNC Brasil, Julio Tymus, afirmou que o projeto foi construído a partir de consultas com representantes da sociedade civil, governos e setor privado, com foco na integração entre políticas públicas, financiamento e atuação direta nos territórios.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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