Com 667 medalhas conquistadas em premiações nacionais e internacionais nos últimos seis anos, os queijos do Paraná vêm conquistando posição de destaque entre os melhores do país e do mundo.
Os resultados projetam o estado como referência em qualidade e confirmam a força de uma tradição transformada em produto de excelência, com valor agregado e reconhecimento além das divisas paranaenses.
De acordo com a assessora estadual de Agroindústria do IDR-Paraná, Karolline da Silva, por trás de cada produto reconhecido estão famílias que encontraram na produção de queijos uma fonte de renda, queijarias que avançaram na estruturação e regularização, além de um trabalho de assistência técnica que acompanha o produtor do campo ao mercado.
“O resultado aparece no pódio, mas é construído todos os dias, entre o manejo do rebanho, a produção do leite e o trabalho dentro da agroindústria”, reforça Karolline da Silva.
Reconhecimento internacional
Entre os principais resultados desse trabalho está a participação paranaense no World Cheese Awards, maior competição internacional dedicada exclusivamente a queijos, organizada anualmente pela Guild of Fine Food, entidade britânica que promove produtores e varejistas independentes de alimentos e bebidas artesanais. O evento é popularmente conhecido como “Oscar dos Queijos”.
Na edição mais recente, realizada em novembro de 2025, em Berna, na Suíça, mais de 5 mil queijos foram avaliados por especialistas de mais de 50 países. Entre os premiados, três foram produzidos em Toledo, no Oeste do Paraná. Os produtos foram desenvolvidos em parceria entre o IDR-Paraná e o Biopark de Toledo, centro de pesquisas referência no fomento aos negócios locais.
“Em parceria com o IDR, desenvolvemos o Projeto Queijos Finos, no qual apoiamos os produtores em todas as etapas da produção de queijos de alta qualidade, que vêm sendo reconhecidos em premiações internacionais. Um deles, o Passionata, chegou a ser escolhido entre os dez melhores do mundo”, explica Kennidy de Bortoli, pesquisador do Biopark.
Feito com leite de vaca pasteurizado e pasta dura, a coalhada do queijo Passionata passa por lavagem com infusão de maracujá. A casca é decorada com flores comestíveis, como calêndula e sementes de maracujá, apresentando cremosidade própria e notas frutadas com leve acidez.
O produto também foi destaque no Mundial do Queijo do Brasil, realizado em abril deste ano, em São Paulo, onde conquistou o terceiro lugar. Promovido pela associação SerTãoBras, o evento é considerado o maior da América Latina dedicado à valorização da cultura queijeira. Dos 43 queijos paranaenses medalhistas, 26 foram produzidos por queijarias acompanhadas pelo IDR-Paraná.
Outras premiações
Em competições nacionais e internacionais, queijos de diferentes regiões do Paraná somam medalhas em categorias que avaliam sabor, textura, aroma e apresentação.
Em todas as suas seis edições, o Paraná recebeu 667 medalhas, entre ouro, prata e bronze. Apenas em 2026, o estado recebeu 272 medalhas entre participantes das regiões de Curitiba, Toledo, Apucarana, Ponta Grossa, Paranavaí, Francisco Beltrão, Cascavel, Laranjeiras do Sul, Santo Antônio da Platina e Dois Vizinhos, os quais apresentaram, além dos queijos, produtos como doce de leite, iogurte, manteiga e requeijão.
Prêmio queijos Paraná
Se lá fora os queijos paranaenses disputam com o mundo, em casa, eles têm uma premiação própria. O Prêmio Queijos do Paraná foi criado para valorizar e estimular a pecuária de leite no Estado, agregar valor à matéria-prima e colocar os produtos lácteos paranaenses em evidência.
Na primeira edição, em 2023, foram 318 queijos inscritos e 98 premiados. Na segunda edição, em 2025 foram 446 queijos inscritos e 75 premiados. A 3ª edição acontecerá em junho de 2027.