Chegou o momento de colocar a semente no solo. Em um passo importante para o produtor rural, regiões do Paraná e de São Paulo iniciam, nesta terça-feira (1º), a semeadura da soja da safra 2026/27. O Soja Brasil acompanha a previsão do tempo para os próximos dias e os impactos que as condições climáticas podem trazer para o início do plantio.
A expectativa é grande para a nova safra, principalmente em relação ao retorno das chuvas no momento adequado. No entanto, a previsão indica que, em muitas áreas produtoras, a chuva não deve chegar de forma regular junto ao fim do vazio sanitário, previsto para ocorrer por volta de 15 de setembro em grande parte dos estados.
A chuva pode aparecer de forma pontual em alguns estados, mas a tendência é de que ganhe força apenas em outubro. No início de setembro, os maiores volumes devem se concentrar no Sul do Brasil. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul podem registrar chuvas volumosas, o que acende um alerta para possíveis transtornos nas atividades de campo e no plantio.
Enquanto isso, o Brasil Central deve continuar com tempo mais seco. A tendência é de que esse cenário permaneça quando avançar a janela de plantio, entre a segunda quinzena de setembro e o início de outubro. A regularização das chuvas deve demorar principalmente em áreas de Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.
Entre os dias 2 e 6 de setembro, a previsão indica avanço das chuvas por diferentes regiões do país. Porém, a distribuição ainda não deve ser suficiente para garantir a umidade necessária no solo para o plantio em todas as áreas.
O alerta é importante. Não basta apenas chover. É preciso que as precipitações sejam frequentes e regulares para garantir a umidade adequada do solo e permitir o avanço da semeadura.
7 a 11 de setembro
Entre 7 e 11 de setembro, alguns volumes mais significativos são esperados em Mato Grosso do Sul e em parte de São Paulo. Nessas regiões, a chuva tende a retornar antes. Já para Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a regularização das precipitações deve ocorrer mais tarde.
Diferença entre as regiões
A distribuição da chuva pode ser observada na comparação entre diferentes cidades produtoras. Em Ponta Grossa (PR), a previsão para setembro indica cerca de 207 milímetros acumulados, com volumes mais elevados já no início do mês.
Em outubro, os volumes podem ser ainda maiores, chegando a cerca de 380 milímetros no período, com possibilidade de episódios de chuva intensa e transtornos.
Já em Sinop (MT), o cenário é bem diferente. A previsão aponta apenas cerca de 50 milímetros acumulados em setembro. A chuva pode dar sinais de retorno na primeira quinzena, mas tende a perder força posteriormente, inclusive próximo ao período de encerramento do vazio sanitário.
Em outubro, a previsão melhora, com aproximadamente 142 milímetros acumulados. Ainda assim, a irregularidade das chuvas deve exigir mais paciência dos produtores.
O cenário indica uma safra em que o Brasil Central e, principalmente, o Matopiba precisarão esperar mais pela regularização das precipitações. Para o Matopiba, a tendência é de que as chuvas se tornem mais regulares para o plantio apenas em novembro.
A expectativa agora é acompanhar a evolução das condições climáticas e a abertura das diferentes janelas de plantio da safra 2026/27.
Abertura do Plantio da Soja 26/27
Vale lembrar que, para uma análise mais detalhada das condições climáticas em Mato Grosso, o Projeto Soja Brasil estará no dia 17 de setembro em Ipiranga do Norte (MT). O evento contará com a participação do meteorologista Arthur Müller, que apresentará um panorama da previsão do tempo e das perspectivas climáticas para a nova safra.