
A chuva volta a ganhar força em áreas do Sul e do Sudeste nesta quarta-feira (26), enquanto o calor e o tempo seco continuam predominando em boa parte do Centro-Oeste. Segundo a Climatempo, a combinação entre umidade e sistemas de baixa pressão aumenta a instabilidade em áreas importantes para a produção agrícola.
A meteorologista da Climatempo Lívia Caetano alerta para possíveis impactos nas atividades de campo, principalmente no Paraná, em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A chuva pode interromper operações agrícolas, mas também contribui para a reposição da umidade do solo após períodos mais secos.
Sul
No Paraná, a atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera, associada ao transporte de umidade e aos ventos em baixos e médios níveis, reforça as instabilidades. A previsão indica chuva moderada a forte em grande parte do estado, com possibilidade de temporais no noroeste.
Segundo Lívia, nas áreas produtoras paranaenses, a chuva pode provocar paralisações em campo, aumentar a umidade do solo e dificultar os tratos culturais do trigo e de outras culturas de inverno. O excesso de água também pode atrapalhar o preparo das áreas e as operações de semeadura do milho primeira safra e do feijão.
A instabilidade também aumenta em Santa Catarina ao longo do dia, especialmente no oeste, centro, litoral e leste. No Rio Grande do Sul, por outro lado, o tempo permanece mais firme, favorecendo os trabalhos no campo.
Sudeste
A mudança no tempo também ganha força em São Paulo. A atuação de um cavado em médios níveis e o aumento do fluxo de umidade provocam chuva em áreas do oeste, sul, litoral e região central do estado, com possibilidade de pancadas moderadas a fortes e temporais isolados.
A instabilidade avança ainda para o Triângulo Mineiro, Sul, Sudoeste e região central de Minas Gerais, além do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo.
Para as áreas produtoras de café, a chuva pode provocar paralisações pontuais e dificultar a secagem dos grãos. As operações com cana-de-açúcar também podem ser interrompidas. Por outro lado, as precipitações ajudam na reposição da umidade do solo.
Centro-Oeste
O contraste aumenta no Centro-Oeste. Mato Grosso e Goiás seguem com predomínio de calor, tempo seco e baixa umidade durante a tarde. Em Mato Grosso do Sul, porém, a chuva ganha força, principalmente no sul, sudoeste, oeste, região central e norte do estado.
Há previsão de chuva moderada a forte e risco de temporais isolados no extremo sul de Mato Grosso do Sul. Nas áreas produtoras, segundo a Climatempo, a instabilidade pode provocar paralisações na colheita e dificuldades no transporte de algumas culturas. Ao mesmo tempo, a chuva favorece a reposição da umidade do solo.
No sul de Mato Grosso e em Goiás, também há possibilidade de chuva fraca e isolada.
Nordeste
No Nordeste, a chuva fica concentrada principalmente na faixa costeira. A circulação de umidade marítima favorece precipitações entre o Rio Grande do Norte e Alagoas, além de Salvador e do sul da Bahia.
No interior, especialmente no Matopiba, predominam calor, tempo seco e baixa umidade. De acordo com Lívia Caetano, as condições favorecem as operações com milho e algodão, mas mantêm a preocupação com a redução da água disponível no solo e com o risco de queimadas.
Norte
Na Região Norte, as instabilidades diminuem no Amazonas, mas ainda há previsão de chuva em algumas áreas do oeste e extremo norte do estado. Roraima concentra as pancadas mais fortes, enquanto também chove no norte do Amapá.
Nessas áreas, a chuva contribui para a manutenção da umidade do solo. Já no Tocantins e no sul do Pará, o cenário é de calor, tempo firme e baixa umidade, o que pode dificultar as operações agrícolas.
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