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Soja: demanda chinesa impulsiona Chicago; no Brasil, produtor fica afastado dos negócios

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Colheita de soja | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana sem registrar grandes movimentações, com preços operando de forma mista no mercado físico. Conforme avalia o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a Bolsa de Chicago transitou entre altas e baixas ao longo da sessão, encerrando o dia com leves ganhos, enquanto os prêmios permaneceram em patamares firmes.

Silveira destaca Santos como o principal destaque do dia, com preços firmes no porto e demanda por ofertas. Nas demais regiões, porém, houve poucas novidades. “O produtor segue mais distante dos negócios, buscando os níveis de preços registrados há poucas semanas, e acaba ofertando poucos volumes”, resume.

  • Passo Fundo (RS): avançou de R$ 139,00 para R$ 140,00,
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 140,00 para R$ 141,00.
  • Cascavel (PR): avançou de R$ 131,00 para R$ 133,00.
  • Rondonópolis (MT): avançou de R$ 128,00 para R$ 129,00.
  • Dourados (MS): cotação manteve-se em R$ 127,00.
  • Rio Verde (GO): cotação manteve-se em R$ 128,00.
  • Paranaguá (PR): avançou de R$ 143,00 para R$ 144,00.
  • Em Rio Grande (RS): avançou de R$ 145,00 para R$ 146,00.

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira (3), na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), revertendo as perdas iniciais, provocadas pela queda do petróleo. A boa demanda chinesa pelo produto americano garantiu a reação a partir do meio pregão.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 488.000 toneladas de soja para a China, para entrega na temporada 2026/27. Também foi divulgada uma venda de 136.150 toneladas de soja para destinos desconhecidos, para entrega na temporada 2026/27.

Segundo traders consultados pela Reuters, as compras de soja dos Estados Unidos por parte da China na sexta-feira (31) podem ter envolvido cerca de 1 milhão de toneladas. Mais cedo, fontes tinham estimado a aquisição em torno de 800 mil toneladas.

As empresas estatais chinesas de comércio compraram entre 14 e 16 carregamentos de soja
norte-americana na sexta-feira, disseram quatro traders asiáticos à Reuters hoje, aproveitando a queda dos preços em uma onda de compras antes da esperada visita do presidente Xi Jinping aos Estados Unidos no próximo mês.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 343.941 toneladas na semana encerrada no dia 30 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo USDA. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 365.720 toneladas.

Os agentes aguardam a divulgação do relatório semanal do USDA sobre as condições das lavouras. O boletim será divulgado às 17h. Na semana passada, por conta das temperaturas elevadas sobre o cinturão produtor, a taxa de lavouras entre boas e excelentes condições recuou 3 pontos percentuais para 63%.

Agosto é o mês crítico para a definição do potencial produtivo da safra americana e, por enquanto, as previsões são de clima favorável.

Contratos da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,73 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 11,92 1/4 por bushel, com elevação de 4,75 centavos de dólar ou 0,40%.

Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 0,50 ou 0,15% a US$ 315,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 68,79 centavos de dólar, com ganho de 1,53 centavo ou 2,27%

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