SAÚDE

Comunidades indígenas recebem ações de saúde e vigilância durante XVIII Aldeia Multiétnica

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O Ministério da Saúde (MS) participou, em parceria com instituições, entre os dias 17 e 25 de julho, da XVIII Aldeia Multiétnica, na Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás (GO). O evento reuniu representantes dos povos Kariri-Xocó, Krahô, Fulni-ô, Guarani Mbyá, Xavante, Kayapó/Mebêngôkré e dos povos do Alto Xingu (Yawalapiti, Kamayurá e Waurá) em uma programação voltada à convivência, à valorização das culturas tradicionais e ao intercâmbio de saberes. Foram abordadas diferentes formas de compreender e promover o cuidado em saúde como incentivo ao acesso das comunidades indígenas e tradicionais ao Sistema Único de Saúde (SUS).

No centro da programação, a “Tenda da Saúde e do Bem Viver” concentrou orientações e atividades de promoção da saúde. Foram realizados serviços de vacinação, saúde digital, assistência e educação em saúde, além de ações de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis, com testes rápidos para HIV e distribuição de insumos de prevenção. Houve uma roda de conversas e conhecimentos sobre saúde mental, práticas tradicionais de cuidado, espiritualidade e interculturalidade.

Para o diretor de Gestão Interfederativa e Participativa, André Bonifácio, a integração entre as áreas do Ministério da Saúde é fundamental para garantir um atendimento especializado adequado. “Essas populações possuem necessidades específicas, relacionadas às suas condições sociais, econômicas, culturais e territoriais. Por isso, é necessário desenvolver estratégias de cuidado adequadas às suas realidades. Trata-se de assegurar equidade para que tenham acesso às ações e aos serviços de saúde de acordo com suas demandas”, afirmou.

Os participantes realizaram, ainda, exames de tele-retinografia para rastreamento de doenças oculares. Entre os atendidos está o representante da Aldeia Multiétnica, Osmar Kukõn Krahô. “Fiz um exame dos olhos e agora vou aguardar o resultado que será encaminhado para a unidade de saúde da minha região”, relatou.

A iniciativa foi coordenada pela Secretaria-Executiva do MS, com a participação das secretarias Especial de Saúde Indígena (SESAI), de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI). E contou, também, com a participação da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), da Universidade Federal de Catalão (UFCAT), da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás e da Secretaria Municipal de Saúde de Alto Paraíso de Goiás.

A SVSA, em parceria com a SESAI, contribuiu com ações de vigilância, prevenção e controle das arboviroses nos territórios indígenas. As atividades incluíram ações educativas sobre a biologia do Aedes aegypti, as formas de transmissão das principais arboviroses, os métodos de prevenção e a importância da eliminação de criadouros.

O evento proporcionou uma troca de experiências entre profissionais do MS, lideranças e representantes dos diferentes povos indígenas, aproximando conhecimentos científicos e saberes tradicionais e contribuindo para a construção de estratégias de vigilância e controle vetorial adaptadas às especificidades dos territórios. A integração das áreas da saúde reforça a importância da vigilância integrada, do engajamento comunitário e da participação social em contextos indígenas.

As equipes visitaram, conjuntamente, as casas das etnias participantes, ampliando o diálogo com as lideranças indígenas e aproximando as ações do SUS das realidades e dos modos de vida de cada povo por meio de acolhimento, classificação de risco, atendimentos de enfermagem, resposta a situações de urgência e emergência, além de orientações em saúde.

Ministério da Saúde

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