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Orplana defende adoção do E32 e critica possível suspensão da mistura

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A Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana) defendeu a adoção da mistura de 32% de etanol anidro na gasolina, o chamado E32, e classificou uma eventual interrupção da medida como retrocesso para a política de biocombustíveis. Em nota divulgada na segunda-feira (27), a entidade reagiu ao questionamento apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF) sobre a implementação da nova mistura.

Segundo a Orplana, a elevação da participação do etanol na gasolina deve ser tratada como uma política de Estado, alinhada ao cumprimento dos compromissos climáticos do Brasil e à ampliação do uso de combustíveis renováveis na matriz energética. A entidade afirmou que a decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ultrapassa uma resposta conjuntural e contribui para o avanço da transição energética.

Na avaliação da organização, a medida também tem efeitos econômicos e sociais sobre a cadeia sucroenergética. No campo, a Orplana disse que o aumento da mistura favorece o escoamento da produção de cana-de-açúcar, sustenta produtores, preserva empregos e movimenta a economia de municípios ligados ao setor.

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A entidade também associou o maior uso do biocombustível à redução da exposição do País à volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis. Nos centros urbanos, a organização citou ainda potencial contribuição para a qualidade do ar e para a redução de gastos públicos com doenças respiratórias.

Ao rebater o questionamento do MPF, a Orplana afirmou que a discussão jurídica desconsidera a complexidade da cadeia sucroenergética e a interdependência econômica e social entre o campo e as cidades.

A organização também destacou estudos do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT) sobre a viabilidade técnica do E32. Os testes envolveram 16 automóveis movidos exclusivamente a gasolina, fabricados entre 1994 e 2024, além de 13 motocicletas representativas da frota nacional. De acordo com a Orplana, os ensaios avaliaram desempenho, consumo, partida a frio, dirigibilidade, aceleração e funcionamento dos sistemas eletrônicos.

Conforme os resultados citados pela entidade, não foram identificadas evidências de impactos negativos no desempenho dos motores, na durabilidade ou na segurança dos veículos em razão do aumento da proporção de etanol, o que sustenta a defesa da adoção do E32 como instrumento de política pública para a matriz energética e para o setor sucroenergético.

Fonte: Estadão Conteúdo

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